Neste mês de Dezembro, a campanha do Dezembro Laranja nos alerta para um tipo específico de Câncer.
O câncer de pele é o tipo mais comum de câncer, correspondendo a cerca de 30% de todos os diagnósticos de neoplasias malignas no Brasil. A doença ocorre devido ao crescimento descontrolado de células da pele, causado, em grande parte, pela exposição excessiva e desprotegida à radiação ultravioleta (UV) do sol ou de fontes artificiais, como câmaras de bronzeamento. Existem dois grupos principais de câncer de pele: o melanoma, que é mais agressivo e pode levar a metástases, e o não melanoma, geralmente menos invasivo, mas com alta incidência.
No Brasil, a prevalência do câncer de pele é preocupante, especialmente devido às características climáticas do país, que favorecem a alta exposição solar. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), são registrados anualmente cerca de 185 mil novos casos de câncer de pele não melanoma e mais de 8 mil de melanoma. Indivíduos de pele clara, com histórico familiar da doença ou que passam longos períodos ao sol sem proteção estão entre os mais vulneráveis.
Para combater a desinformação e incentivar a prevenção, foi criada a campanha Dezembro Laranja, promovida pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Lançada em 2014, essa iniciativa ocorre anualmente durante o mês de dezembro e tem como objetivo principal conscientizar a população sobre os riscos do câncer de pele e a importância de adotar hábitos preventivos.
A campanha inclui uma série de ações educativas, como distribuição de materiais informativos, mutirões para diagnóstico gratuito, palestras e ampla divulgação em mídias sociais e tradicionais. Além disso, busca reforçar mensagens preventivas, como o uso regular de protetor solar com fator de proteção adequado, o uso de roupas que cubram a pele, chapéus e óculos com proteção UV, além de evitar a exposição solar entre 10h e 16h, período de maior incidência de radiação UV.
Autocuidado, Autoexame e Avaliação com o Dermatologista
A prática do autocuidado é fundamental para a prevenção e detecção precoce do câncer de pele. Assim, observar regularmente a pele ajuda a identificar alterações suspeitas, como pintas ou manchas que mudam de forma, cor ou tamanho, feridas que não cicatrizam, ou áreas avermelhadas e descamativas. Essas alterações podem ser indícios de câncer de pele e devem ser investigadas por um dermatologista.
O autoexame deve ser realizado em um ambiente bem iluminado, usando um espelho de corpo inteiro e, se necessário, um espelho menor para examinar áreas difíceis de visualizar, como as costas. Pintas ou manchas que atendem aos critérios da regra do ABCDE (assimetria, bordas irregulares, cor desigual, diâmetro maior que 6 mm e evolução ao longo do tempo) são sinais de alerta que requerem atenção médica.
A consulta regular com um dermatologista é indispensável, especialmente para pessoas com maior risco de desenvolver a doença. Durante a avaliação clínica, o dermatologista pode realizar a dermatoscopia, um exame não invasivo que utiliza um equipamento chamado dermatoscópio para ampliar e iluminar lesões cutâneas. Esse procedimento ajuda a identificar características específicas das lesões, permitindo um diagnóstico mais preciso e, quando necessário, orientando a biópsia para confirmação.
A detecção precoce é um fator decisivo para o sucesso do tratamento do câncer de pele, aumentando significativamente as chances de cura. Por isso, a conscientização sobre a importância do autocuidado e do acompanhamento médico regular é um dos pilares do Dezembro Laranja.
Para mais informações, e uma avaliação mais individualizada, marque uma consulta!
Referências:
Instituto Nacional de Câncer (INCA). “Câncer de Pele.” Disponível em: https://www.inca.gov.br.
Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). “Campanha Dezembro Laranja.” Disponível em: https://www.sbd.org.br.
Organização Mundial da Saúde (OMS). “Radiation and skin cancer.” Disponível em: https://www.who.int.
Ministério da Saúde. “Prevenção do câncer de pele.” Disponível em: https://www.gov.br/saude.